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Como foi o Google Think Real Estate 2014?


Estive semana passada no Think Real Estate with Google, evento realizado anualmente pelo Google na sua sede Brasil, em São Paulo. O evento tem como objetivo reunir diretores e gerentes de marketing das principais empresas do mercado imobiliário do país, e apresenta dados atualizados do comportamento online do consumidor, além de tendências do mundo e do setor imobiliário. É sempre uma ótima oportunidade para trocar experiências com colegas de outras empresas além do contato com conteúdo de muita qualidade.

Este ano, o Think Real Estate contou com 8 apresentações, entre elas: Fábio Coelho (presidente Google Brasil), Marcelo Dadian (Diretor de Marketing da Rossi), além de palestrantes internacionais como Matt Lawson (Diretor de Ads Performance no Google), Eric Halsetine (Ex VP executivo da Disney e PDH em neurociência) e Robert Wolcott (especialista em empreendedorismo e inovação).



Em resumo, um dos assuntos mais abordados foi a importância do "mobile", onde cada vez mais as pessoas migram para este tipo de dispositivo, e a tendência é ele ir se inserindo muito mais profundamente em nossas vidas, como talvez nunca pensamos (veja melhor nos comentários que compartilhei abaixo). Outro ponto que foi bem destacado no evento, foi a utilização de vídeos, que tende a ganhar muito mais destaque do que possui atualmente.

Compartilho com vocês abaixo algumas informações que obtive durante o evento. Espero que vocês gostem.

O conceito "Internet das Coisas" e dispositivos que vão mudar a nossa vida!
  • Um dos palestrantes abordou o conceito "A internet das coisas", que resumidamente trata-se de uma nova fase da internet, onde a rede passa a interligar vários objetos inteligentes que interagem conosco. (ex: automação de casas, relógios inteligentes, etc). Tudo isto de uma maneira tão habitual, que acabamos nem percebendo a tecnologia. Passará a fazer parte de nossa rotina. Quem quiser saber mais sobre o conceito, separei abaixo um vídeo explicativo:

  • Em uma das tendências apresentadas, mostrou-se a Nest. Empresa comprado em 2013 pelo Google (que já está de olho neste conceito de "Internet das Coisas") por U$3,2 bilhões. O principal produto desenvolvido pela empresa é um termostato integrado com Android e IOS (u$ 249), que permite ao usuário ajustar a temperatura de casa via celular, isso sem contar os recursos inteligentes do dispositivo, como a função que “aprende” o comportamento do usuário por alguns dias para fazer ajustes automáticos. Outro produto da empresa que consolida a posição de vanguarda na internet das coisas, é o detector de fumaça Protect (u$ 99), que utiliza cores e mensagens de voz para alertar sobre a presença de fumaça ou gases perigosos e intensifica os avisos à medida que a concentração destas substâncias aumenta. O aparelho pode ainda enviar alertas ao seu smartphone caso você não esteja por perto;
  • O objetivo é que no futuro seja possível criar um grande ecossistema com todos os aparelhos que nos cercam. Sejam todos os eletrodomésticos de nossa casa, nosso carro ou nossos equipamentos do escritório. Com isto, seria possível ao sair de casa, automaticamente nossos eletrônicos do escritório "ficarem sabendo" e automaticamente preparem nosso café e já ligarem o computador. Também, ao sair de casa você saberá quantos carros estão em sua rota, e exatamente quanto tempo você irá demorar para chegar ao destino desejado. Ainda mais impressionante, como os carros estarão conectados com a internet, ao passar por um outdoor, as mensagens podem ser personalizadas exatamente para quem está passando por ele. Afinal, o outdoor reconhecerá o carro. Espantoso não? Já existem testes de tudo isto (e até mesmo alguns produtos já disponíveis para compra), ou seja, não é algo de pura ficção;

  • Outro dispositivo mencionado em relação a internet da coisas, foi a pulseira "UP" da empresa Jawbone (U$ 80) que tem como objetivo monitorar "a vida" dos usuários. Ela monitora o sono, alimentação, exercícios, etc. Mais de 100 desenvolvedores estão desenvolvendo novos aplicativos para a pulseira, então, será possível fazer coisas como ligar a luz, ligar a cafeteira, etc. Separei abaixo o vídeo oficial do produto para explicar melhor:


  • Mais um exemplo de produto, seria o Lifx, que reinventa a lâmpada. Hoje basicamente quando pensamos em iluminação, ela possui cor branca, não? E se pudéssemos mudar quando quiseremos (sem precisar comprar um lâmpada de cor especial)? E ainda por cima, gerenciando através de nossos celulares?. O Lifx (U$ 99) é um aparelhinho que se instala em uma lâmpada comum, e que a conecta através de wi-fi com nossos smartphones. Além de alterar a intensidade da luz e mudar a cor da lâmpada, é possível programar horários de acendimento e até sincronizar com as batidas de uma música, transformando o ambiente em uma boate.

    A lâmpada também poderá ao se conectar com Netflix, por exemplo, saber que você está assistindo um filme de terror, e então, mudar a iluminação de acordo com o filme, ou eventuais gritos dos espectadores; 
Veja abaixo o vídeo que encontrei



  • Outra novidade é a coleira Whistle, que monitora a saúde dos nossos cães. Nela é possível saber quanta água seu cachorro bebeu, se ele está calmo ou agitado, o tempo que dormiu, entre outras utilidades. O dispositivo também pode ser sincronizado com o smartphone;



O Big Data
  • A cada segundo milhares de pessoas geram uma quantidade enorme de dados. Seja na forma de publicações em blogs, redes sociais, vídeos, compras, etc etc. Essas informações funcionam como um rastro, ou assinatura, do comportamento de cada pessoa, preferências, tendências, hábitos de consumo, etc. Compreender grandes massas de dados de natureza variável é o que hoje chamamos de Big Data, um novo conceito, que é uma das grandes tendências e desafios atuais de TI e Marketing.

    A compreensão destes dados é fundamental para vender mais atendendo melhor, reduzir custos através da eficiência e prever tendências;
  • Um importante case de utilização de big data no mundo, é o case da empresa Target, que consegue prever quando suas clientes estão grávidas, e assim, enviam cupons de descontos oferecendo produtos de bebê. A empresa consegue fazer isto, utilizando tecnologia de ponta que analisa os dados coletados das usuárias que possuem cartão de descontos da loja (algo super popular nos EUA). Quando a cliente compra determinados produtos, segundo um padrão de comportamento de compra, o cruzamento dos dados informa que a cliente é uma futura mamãe; 
  • Uma projeção futurista apresentada no evento, do uso do big data no mercado imobiliário x a internet presente em cada vez mais dispositivos dentro de nossa casa, é que será possível identificar em qual cômodo cada família costuma ficar mais tempo, e então, criar projetos personalizados para cada uma delas; 
Tudo isto é muito avançado?
  • Pois saiba que apesar de parecer, boa parte dos itens mencionados acima já existem para comercialização, ou estão sendo testados. Abaixo um gráfico apresentado durante o evento que mostra a expectativa de casa nova tecnologia x o tempo que irá demorar para atingir o pico de progresso;


Mobile:
  • Para ilustrar o novo consumidor, um dos melhores e mais utilizados vídeos do momento:

  • 32% dos usuários de smartphones acessam a Internet através do smartphone com maios frequência que em seus computadores;
  • 21% acessam a internet apenas do próprio smartphone (a maioria da classe C);
  • "O consumidor brasileiro está hiper". Ele é hiperconectado, hipermóvel e hiperinformado; 
  • Hoje, a penetração de smartphones na população brasileira está próxima de 29%. Praticamente 1 em cada três brasileiros usa um smartphone;
  • Hoje o Brasil tem 40 milhões de consumidores multitelas ( x 30 milhões em 2013). São + 10 milhões em apenas 12 meses. Multitelas são pessoas que possuem TV, computador e smartphone;
  • 48% da população brasileira tem acesso a internet. Quando olhamos as principais cidades do país, o número aumenta para 74%;
  • 54% das pessoas conectadas são da classe C;
  • Em pouco tempo de análise, o uso do desktop cai em todas as faixas etárias.  Por outro lado, como é de se esperar, o uso de smartphones e tablets cresce em todas as idades;





Cada vez mais "vídeos"
  • A busca por conteúdo do estilo "como fazer" cresceu 300% em comparação com 2012. Este tipo de vídeo já é o 4o. tema mais importante do Youtube;
  • O Brasil possui 7 milhões de espectadores de vídeos online (13% + 2013);
  • O espectador de vídeos do Brasil, assiste em média 30h de vídeo por semana, sendo 22h na TV e 8h em vídeo online. Sendo os espectadores de TV divididos em: "light tv (média 24h), medium tv ( media 33h) e heavy tv (43h);
  • A relação entre assistir menos televisão, está relacionado com a renda, estudo, e principalmente com o acesso a internet; 


  • No mercado imobiliário, 65% dos compradores afirmam que utilizam vídeos online como fonte de consulta;
  • Os temas mais buscados são: 1o. Sobre a região / 2o. Dicas de especialistas / 3o. Sobre empresas e produtos. Dado que reflete a importância de construtoras, imobiliárias e corretores se preocuparem cada vez mais com o desenvolvimento de conteúdo não apenas referente a sua marca, mas principalmente, conteúdos verdadeiramente úteis, como por exemplo, dicas sobre bairros, informações sobre como financiar, etc;
  • Buscas no Youtube, sobre imóveis, cresceram 133%;
  • 25% destas buscas são em smartphone;
  • Em relação ao impacto de marca, 72% das pessoas afirmam que o vídeo é o meio mais importante para fixar uma marca. Destas, 46% afirmam que o vídeo online é a melhor maneira para serem impactadas. Apesar disto, hoje apenas 7% do investimento em vídeos é online;
  • Alguns vídeos foram apresentados como exemplo, entre eles, o "Find Your Home", do maior portal dos Estados Unidos, Zillow: 
Como foi o Google Think Real Estate 2014? Reviewed by Mariana Ferronato on 23:03 Rating: 5
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