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A atuação das empresas imobiliárias no Second Life



Por Denis W. Levati

Lembra do Second Life?  O ambiente virtual 3D que simulava aspectos de nossa vida real, ganhou forma no distante ano de 2007, e tornou-se a grande aposta da imprensa e dos especialistas de tendências. Canais de televisão, revistas, jornais, todos tiveram o "game" social como pauta em algum momento.

Perspectivas, projeções em 3D, noções de profundidade e interação, as possibilidade do Second Life  pareciam cair como luva para o marketing imobiliário. Confira abaixo algumas ações desenvolvidas pelas empresas do setor. 

reportagem Jornal da Gazeta, junho de 2007

Cyrela

Para se ter uma ideia da promessa revolucionária que o Second Life carregava consigo, a Revista Info, principal publicação sobre tecnologia do grupo Abril promoveu o seminário "O Ambiente de Negócios no Second Life" onde várias empresas mostravam os seus projetos de viabilidade econômica para o ambiente virtual. A Cyrela, representou o mercado imobiliário.

A empresa foi responsável inclusive pelo desenvolvimento de um clube, o "Clube Cyrela de Convivência". O espaço contava com o "Café stand Cyrela", espaço destinado para receber críticas e sugestões dos usuários.


Terreno da Cyrela no Second Life era tapumado e cumpria as
etapas de um lançamento imobiliário.
Rossi

A Rossi foi outra empresa que apostou no SL e inclusive lançou um empreendimento, o Brooklin To Live com uma campanha de marketing direcionada para o universo virtual. Quem comprasse o empreendimento real, também ganhava uma versão virtual, que vinha com uma lista de móveis para que a pessoa já pudesse ir escolhendo a decoração do seu novo imóveis. Outra possibilidade muito interessante, era que os futuros vizinhos já poderiam se conhecer no ambiente virtual. 


Vídeo do empreendimento Brooklin to live


Tecnisa


Sempre atenta às tendências digitais, a Tecnisa também abriu um escritório no Second Life, e o fechou antes da decadência da rede no país. A empresa investiu R$ 18 mil, e arrecadou R$ 540 mil com a negociação de dois empreendimentos. Atendia das 9h às 17h, e presenteava os seus visitantes com um capacete de obra (virtual, lógico).  Em 2007, ganhou o prêmio TOP Imobiliário 2007, com o case Web 2.0 na categoria Inovações Tecnológicas, é possível dizer que o pioneirismo no Second Life ajudou na conquista.





Ações internacionais

No campo internacional, os maiores grupos imobiliários do mundo também inovaram e abriram seus escritórios virtuais. Muitos inclusive descobriram um novo produto para venda,  passaram a vender terrenos e casas virtuais. 

Corretora Coldwell Banker
Escritório Coldwell Banker
Maquetes virtuais

Placa Century 21

E o que houve com o second life? 

Era compreensível a aposta e a corrida das grandes construtoras pelo domínio e compreensão do Second Life. A reportagem Mundo Virtual da IstoÉ Dinheiro de maio de 2007 relatava a experiência positiva da Tecnisa que teria negociado um apartamento através do ambiente virtual. 

Detalhe da Revista IstoÉ Dinheiro com case da Tecnisa

E o que aconteceu com a ferramenta que se mostrava tão promissora? Pouco mais de dois anos após ser instalado por aqui o escritório daquele que seria o grande fenômeno da internet, foi fechado e com um motivo muito simples: falta de interesse do público. A ascensão do Twitter e depois do Facebook, de 2008 em diante, tem muito a ver com este declínio, pois deram voz ao consumidor que se interessava por mídia digital e que era o alvo do Second Life. 

Mas é possível dizer que as empresas citadas erraram em suas apostas? Que 'deram um tiro na água'? Particularmente eu não acredito nisso. A tecnologia evolui com tanta velocidade, que não quer dizer que por que o SL não existe hoje em dia estas empresas "apenas jogaram dinheiro fora" com suas ações. Ou você acha que o Facebook será eterno? Esqueça.

Para as empresas que se aventuraram, ficou o aprendizado da interação com outras pessoas no ambiente virtual, um atendimento diferente do que elas estavam acostumadas até então. Podemos detectar características do Second Life, em ações como games, softwares de realidade aumentada, redes sociais, entre outras. São ações que hoje fazem a diferença nestas empresas.

O próprio termo inovação já pressupõe fazer algo novo, e nem sempre será possível prever o resultado destas apostas. Toda a empresa com coragem para inovar merece o nosso respeito e colherá os frutos pelo seu pioneirismo.
A atuação das empresas imobiliárias no Second Life Reviewed by Denis Willian Levati on 04:30 Rating: 5

3 comentários:

  1. Quem disse que Second Life não existe? Quem disse que não há interessados no Second Life? Algumas partes desse artigo estão completamente equivocados. O Second Life ainda existe sim e está muito bem frequentado, obrigado, com média de 60 mil residentes online o tempo inteiro e milhares de novos cadastros todos os dias. O Second Life não foi fechado aqui no Brasil por "falta de interesse dos usuários" e sim porque uma empresa chamada Kaizen Games não soube administrar nada e fez bobagem e ela sim faliu, mas o Second Life não, até porque a criadora e mantedora oficial do Second Life é a empresa Linden Lab e não Kaizen ou qualquer outra empresa brasileira e a Linden Lab nunca teve uma representante oficial do Second Life aqui no Brasil, ela sempre se manteu em seu país de origem e Second Life ainda faz um tremendo sucesso mundo a fora, inclusive aqui no Brasil, com constantes aprimorações e de longe Second Life ainda é o melhor simulador online da vida real que eu conheço. Pra quem não sabe, olha o site do Second Life aí: http://www.secondlife.com

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  2. Olá Tiago, obrigado por prestigiar e principalmente por comentar em Marketing Imob.
    Minha intenção não é de maneira alguma desmerecer o Second Life, ao contrário, falei aqui das boas influências que ele 'emprestou' aos recursos digitais de hoje, mas é verdade que disse que ele não é o fenômeno de popularidade que se descortinava em 2007.
    Também é verdade que a Kaisen Games que representava o Second Life no Brasil fechou seu escritório, a informação é da INFO de junho de 2009 está no corpo do texto e a matéria assinada por Daniela diz ainda que: “o fenômeno Second Life dá seus últimos suspiros em terra tupiniquim” .
    Por fim, também acredito que sim, o Second Life recebe milhares de cadastros todos os dias, um bem recente inclusive é o meu, que passei a utilizar o game a título de curiosidade.
    O que concluo é que o Second Life, embora seja interessante não é uma ferramenta economicamente viável para o mercado imobiliário, mas que a experiência das construtoras citadas no texto, foi bastante positiva.

    Denis W. Levati

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  3. E acredito que o maior impedimento para o crescimento do SL no Brasil, era a questão técnica, pois as máquinas não possuiam requisitos favoráveis aos exigidos para um bom desempenho do aplicativo,também a própria velocidade de internet, oque veio a melhorar a partir de 2008,em 2007 por exemplo as máquinas "populares eram de 512MB, e nem todos dispunham de uma boa banda larga, hj tanto as máquinas são melhores, como o próprio acesso á banda larga, razão essa que o Second Life vem crescendo no Brasil, e esse mercado brasileiro está sendo notado no exterior, sem contar a criatividade dos brasileiros, o que é exatamente a necessidade do SL, usuários criativos.E claro contamos com a mídia, divulgação. forte braço

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